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terça-feira, 21 de setembro de 2010

Extermínio futuro

Bom, essa postagem era para ter saído ontem, mas por problemas pessoas na faculdade, acabei não podendo. Felizmente, o atraso foi de apenas um dia. Então, sem mais delongas, aqui vai mais uma postagem.



Em 2080, Mateus era uma pessoa completamente egoísta e materialista. Queria também, acima de tudo, reconhecimento. Ele trabalhava para uma empresa free lancer como físico teórico, criando projetos para diminuição de custos e miniaturização de equipamentos. Com o tempo, ganhou a oportunidade de ser projetista para a Apple, que estava ressuscitando o projeto iPod. Com isso, Mateus percebeu que seus projetos não conseguiam sair do papel. Muitas equipes em nanotecnologia foram chamadas, mas a maioria delas dizia que certos conceitos de Mateus estavam errados e a outra parcela dizia que não havia uma maneira humana de desenvolvê-las.



Tendo sua carreira em jogo,  Mateus começou a participar diretamente de desenvolvimentos. Encontrou, assim, uma nova vocação. Junto a poucos que conseguiam acompanhar seu raciocínio, ele lançou várias royalties para Apple. No entanto, acabou percebendo que estava sendo explorado e abandonou-a.

Muitas empresas faziam sempre o mesmo e, após algum tempo, cansou-se delas e procurou outra forma de trabalho. Em 2084, a NASA convidou-o a desenvolver um projeto que teve dificuldade em terminá-lo, pois novamente a equipe não o entendia. Porém, desta vez, houve mais aceitação e oportunidades. Em pouco tempo já estava vendo o sucesso.

Isso, é claro, até a agência militar russa descobrir seus talentos com propulsores de foguete. A miniatura de um canhão de lazer que tinha criado poderia ser usada como arma. Obviamente,  Mateus não tratou isso como anti-ético, mas relevante.

No entanto, teve problemas para concretizar suas idéias. Isso por que as instalações do exército russo eram difíceis de se driblar e, com alguns meses, descobriram seus traços genéticos. Evidentemente, os russos exploraram suas habilidades cinéticas oferecendo total liberdade de criação em troca de algumas amostras de DNA.

Nesta época, Yuri percebeu que tinha em seu corpo a solução para crescimento próprio. Contudo, a agencia militar russa não era a melhor para este propósito. Assim, em 2087, aliou-se à Inglaterra secretamente, e em pouco tempo já estava dominando a tecnologia de clonagem. Isso por que seu intelecto conseguia facilmente desvendar os códigos genéticos variáveis que via.

Porém, a Inglaterra também não tinha suporte para seus experimentos. Aliou-se então ao Japão. Não queria isso, não gostava dos japoneses, mas a quantidade de mutantes no local era essencial para suas pesquisas. Houve completo progresso no que estudava e encontrou enfim um traço determinante das mutações. Porém, a tecnologia do Japão não era suficiente. Isso por que enquanto estava lá só conseguia dar aos clones um único traço genético. Ocorria total destruição de células quando tentava com mais de uma. Indignado, criou então um traje capaz de simular as mutações com base em células de pele marinha, uma dica dada por um observador de ornitorrincos. A roupa era capaz de adaptar-se conforme a vontade do usuário. Mas não era isso o que queria. Parecia mais um ponto de escape do que uma solução. Por isso, abandonou o projeto e se aliou ao Brasil.

Aqui ele encontrou nas plantas uma maneira de reproduzir em laboratórios seres clonados e modificados geneticamente com habilidades diversas (monstros, digamos assim). No entanto, apenas seres criados do zero conseguiam estas características. Não conseguiu criar uma bomba genética capaz de modificar em seres adultos, por exemplo. A radiação necessária para mudar o DNA de seres vivos era altamente perigosa e só dava certo em 0,5% do que testava. E tinha centenas de cobaias.

Novamente abandonou o projeto.

Mateus percebeu que estava explorando demais a liberdade que suas agências militares estavam dando e, por isso, parou por um tempo suas pesquisas. Os russos queriam uma arma capaz de manipular a mente: controlar, apagar lembranças, inserir lembranças, alterar caráter, o que fosse possível. Os ingleses queriam clonar um indivíduo adulto sem precisar passar pela juventude. E os japoneses insistiram em criar um robô completamente autônomo. Demorou mais que o triplo do tempo que precisava para dar o que eles queriam e, em 2090 voltou a suas pesquisas.

Porém, agora com a tecnologia japonesa e as pesquisas inglesas, conseguiu aprender mais sobre a psicanálise humana. O cérebro não era mais uma barreira para ele. Por isso, começou a criar andróides com inteligências próprias que tivessem as mutações. Mas seus projetos não estavam mais progredindo e, por isso, teve que voltar a planejar por conta própria, e só. As máquinas pareciam ser sua única opção no momento. Não entendeu muito bem, mas parecia que elas lhe ajudavam por prazer.

Quando conseguiu finalmente dominar a tecnologia de inteligência virtual,  Mateus aventurou-se em pesquisa de implementação autônoma com mutações. Criou artificialmente um núcleo psicônico capaz de tomar decisões, apesar de restritas, por conta própria e tivesse do que era capaz. Colocou-o em uma máquina e tentou descobrir no que iria dar.

Porém, 2092, a agência militar russa percebeu que  Mateus estava isolando-se mais uma vez e não terminava mais seus projetos. Após algumas investigações, descobriram que ele estava agindo como agente múltiplo. Após capturá-lo, usaram sua máquina de controle mental para dominar sua mente. No entanto, o feito acabou não dando certo. 

Óbvio,  Mateus não iria criar algo que pudesse ser usado contra ele. Houve então uma guerra. Mateus chamou seus amigos (contatos que conseguiu com os anos) e usou seus mutantes. O mundo então foi alertado, as bombas preencheram as massas de terra.

O mundo fora devastado.

O que sobrou da humanidade fora isolada. O ar estava impuro. Não havia mais árvores, nem água potável. Havia perigo em todas as direções.

Então, Russia, Inglaterra e Japão uniram-se para deter  Mateus. As três agencias usaram seus conhecimentos e conseguiram eliminá-lo. Dividindo seus equipamentos conforme suas necessidades. 

Em 2097, o mundo parecia já estar se restaurando. As pessoas continuavam isoladas. Árvores artificiais tiravam as impurezas do ar. Uma máquina bombeava água, transformando água salgada em doce.

Aos poucos o mundo estava ressuscitando.

Em 2099, a Russia percebia que não tinha mais nome. Olhou para fora e via todas as marcas extrangeiras em seu país. Indignados, os militares ansiavam o poder. A solução veio com o setor de clonagem.

Em 2100, um CHIP veio a tona.



Este conto, para alguns, pode não ser novidade, pois ela foi a história que criei a algum tempo sobre um personagem de RPG (Role-playing game). Ela sofreu algumas alterações, como o nome do personagem, e excluí os comentários soltos que tinham pelo meio do conto. Pelo o que eu pude notar em avaliações posteriores, esta postagem está mais para um prólogo do que eu pretendo narrar na próxima postagem. Espero que ela não tenha sido muito vazia, pois a continuação promete. Aos que acompanham por RSS, espero que não esqueçam de dar sua opinião sobre a postagem no site.

Atenciosamente,
Wodash.

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