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terça-feira, 3 de agosto de 2010

Cara, cadê meu carro?

Irei relatar um sonho que tive hoje. É um daqueles sonhos onde se acorda quase no fim, então não esperem muita coisa. Tudo o que for relatado aqui foi fruto de minha imaginação, então não contem com veracidade, ok?


Estava cansado de ficar em casa com aquele mormaço característico dos verões amazonenses (na verdade não sei se era verão, mas em que época do ano não é verão em Manaus?) e me decidir por ir à praia. O chato é que praia não existe exatamente aqui, temos coisas muito parecidas, o que não vem ao caso. Peguei o carro escondido de minha mãe e segui direto à Ponta Negra. Me disseram que estava rolando uma festa irada lá, e eu logicamente não quis perdê-la.

Nunca fui bom de baliza, e isso também não vem ao caso, por isso estacionei em qualquer lugar entre os carros e fui direto para a água. Antes de chegar à areia, havia uma grade dividindo a diversão lá embaixo do trânsito infernal. Vi famílias a beira jogando bola ao alto, modelos pegando sol e gordinhos comprando tira-gostos. Um fim de semana comum.

Uma bola de praia roubou minha atenção e o reflexo a mandou de volta. Havia realmente uma festa, mas ainda assim me sentia em um clima caseiro de mais para continuar ali. Dei meia volta e me deparei novamente com as modelos pegando sol. Sinceramente, não sabia que decisão tomar. Meu celular tocou e a dura realidade me trouxe de volta. Minha mãe estava me ligando, era evidente que ela queria saber para onde seu preciosíssimo carro fora parar.

Virei ligeiro para trás e só agora notei a multidão que estava na Ponta Negra. Por um instante, me senti desorientado. Andei em círculos por um tempo e depois não sabia mais que caminho pegar. Virei bruscamente para a esquerda e vi a escadaria principal, rumei em sua direção. Após subir, encontrei-me de frente à rua principal. Olhei de um lado a outro, sem saber para qual lado tinha estacionado. Escolhi por um e segui adiante. Uma coisa eu sabia, tinha estacionado do lado direito da pista, ou seja, para o meu lado esquerdo. Atravessei a rua sem olhar para os lados e continuei em frente. Havia um carro a minha frente que era parecido com o meu, era vermelho. Mas não era ele, infelizmente, o carro em si era uma Picap. Tipo, nada a ver com um celtinha básico. Andei aproximadamente mais dois quilômetros até perceber que já tinha ido longe de mais, mesmo assim continuei. Depois de um tempo, pareceu óbvio que ele não estaria para este lado. Mesmo depois de ter visto um Chevrolet parecidíssimo com o Chevrolet que estava estacionado à frente do meu. Então resolvi voltar.

Resolvi muito tarde.

Logo a frente eu vi uma baixinha muito zangada, que de algum jeito tinha me reconhecido. Ela se aproximava imponente, levantando sua mão ao alto como se houvesse ali um pedaço de ripa. Engoli em seco.

- Cadê o carro? - indagou ela, já enfiando aqueles dedos roliços no meu peito.

- Carro? Como assim? - neguei, forçando a expressão.

- Não adianta me enrolar, moçinho. Olha a chave do carro aqui na tua cintura!

Maldito o momento em que eu pendurei a chave ali. Na realidade, eu não tenho essa mania, minha mãe é quem tem. Por algum motivo, essa prática acabou passando pra mim por osmose.

Voltei então o caminho com ela, tentando explicar ao máximo o que havia ocorrido. Ela me ouviu calada, algo que não faria sobre situações normais, e me seguiu. Quando chegamos onde disse a ela que tinha supostamente estacionado, ela olhou em volta e de alguma maneira entendeu o que aconteceu.

Ali perto havia um ferro velho e ao lado dele, uma concessionária.

Tive a mesma conclusão que ela.



Bom, o resto é uma briga épica para conseguir o carro de volta. No próximo post eu conto.


Atenciosamente,
Wodash.